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RT60 pelas fórmulas de Sabine e Eyring ao mesmo tempo. Volume, superfície e absorção α definem cada valor e a diferença percentual numa barra de 0 a 5 s.

📘 Como usar

  1. Insira o volume V (m³) e a superfície total S (m²) com os controles deslizantes
  2. Ajuste o coeficiente de absorção médio α com o seu deslizante
  3. Leia o RT60 das fórmulas de Sabine e Eyring e a diferença

Calculadora de tempo de reverberação RT60 (Sabine / Eyring)

200

Volume da sala. 10 a 5000 m³

200

Paredes, piso e teto combinados. 10 a 3000 m²

0.20

Média ponderada por área das superfícies. 0,05 a 0,95

※ A constante 0,161 corresponde ao ar a 20 °C; V em m³, S em m²

※ Modelo monofaixa; bandas de frequência e absorção do ar (4mV) omitidas

RT60 (Sabine)
0.81 s

T = 0,161 · V / (S · α); forma clássica para baixa absorção

RT60 (Eyring)
0.72 s

T = 0,161 · V / (−S · ln(1−α)); refinada para α mais alto

Diferença Eyring − Sabine
−10.3 %

Comparação RT60 (0 a 5 s)

RT60 (Sabine) 0.81 s
RT60 (Eyring) 0.72 s
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Calculadora de tempo de reverberação RT60 (Sabine / Eyring)|Duas fórmulas lado a lado

Calcule o tempo de reverberação RT60 a partir do volume da sala, da superfície total e do coeficiente de absorção médio. A fórmula clássica de Sabine e a fórmula corrigida de Eyring aparecem juntas, com a diferença percentual e uma barra comparativa de 0 a 5 s.

💡 Sobre esta ferramenta

O RT60 é o tempo que o nível de pressão sonora de uma sala leva para cair 60 dB depois que a fonte para. É o parâmetro mais decisivo do tratamento acústico: define se uma cabine de voz soa limpa ou se uma sala transforma a fala em eco confuso. Para projetar o tratamento, trabalha-se de trás para frente, partindo do volume V, da superfície S e da absorção α para prever onde o RT60 vai cair.

A dúvida é qual fórmula usar. A equação clássica de Sabine T = 0,161V/(Sα) é simples e difundida, mas tem um defeito conhecido: mesmo quando a absorção média se aproxima de 1 (sala totalmente seca), ela nunca chega a zero. A equação de Eyring T = 0,161V/(−S·ln(1−α)) corrige isso e acompanha melhor a realidade assim que α passa de cerca de 0,2 — exatamente o regime de um estúdio tratado.

Na prática de estúdio, a regra de bolso é direta: para um coeficiente de absorção médio abaixo de 0,2 a fórmula de Sabine serve bem; acima disso, vale usar Eyring. A maioria das calculadoras mostra apenas uma fórmula; esta calcula as duas de uma vez e as alinha com a diferença percentual e uma barra limitada a 5 s, para enxergar de imediato quando a escolha da fórmula passa a fazer diferença real.

🧐 Perguntas frequentes

Q. Sabine ou Eyring, qual usar? A. Numa sala viva, pouco tratada, com α baixo, as duas dão praticamente o mesmo resultado. Ao adicionar absorção e elevar α, elas se separam e Eyring fica mais perto do que você mediria de fato. Observe a porcentagem de diferença: quando ela cresce, confie no valor de Eyring.

Q. O que representa a constante 0,161? A. É o coeficiente em unidades SI que assume a velocidade do som no ar a 20 °C, com o volume em m³ e a superfície em m². Ela muda ligeiramente em temperaturas muito diferentes, mas 0,161 é o valor convencional para estimativas de projeto.

Q. Mostra o RT60 por frequência? A. Não. É um modelo de banda única que omite o termo de absorção do ar (4mV) e qualquer divisão por frequência. Como as salas absorvem graves e agudos de forma diferente, o caminho prático é repetir o cálculo com um α por banda de oitava.

Q. Como escolho α? A. Insira a média ponderada por área de todas as superfícies. Pesquise o coeficiente de absorção de cada material para paredes, piso e teto, pondere por sua área e tire a média. Os valores de fabricante (frequentemente a 1 kHz) servem como ponto de partida.

📚 Tratamento acústico e RT60

Estúdios de gravação perseguem um RT60 curto para que a captação fique limpa, e isso depende dos materiais escolhidos. A espuma acústica de 50 mm, por exemplo, tem coeficiente de absorção α em torno de 0,7 a 0,9 a 1 kHz — alto o bastante para que a diferença entre Sabine e Eyring deixe de ser desprezível, exatamente o cenário em que esta calculadora ajuda a decidir.

O conceito surgiu com o físico Wallace Clement Sabine no fim do século XIX, quando lhe pediram para melhorar a acústica abafada de um auditório de Harvard. Medindo o decaimento enquanto colocava e retirava almofadas das poltronas, ele deduziu de forma experimental a relação entre volume e absorção que ainda hoje sustenta o cálculo do RT60. Eyring refinou o modelo nos anos 1930 para as salas muito absorventes que Sabine não descrevia bem.